Resumo
Introdução: a partir de janeiro de 2020, quando a OMS declarou a infecção por SARS-CoV-2 COVID-19 como emergência de interesse internacional, começaram a ser implementados protocolos de ação e atividades nos centros de atendimento pediátrico com vistas à preparação e contenção da pandemia.
Objetivo: descrever os resultados da vigilância hospitalar e as características epidemiológicas-clínicas de crianças e adolescentes com infecção por SARS-CoV-2 COVID-19 entre 01/04/2020 e 30/04/2021 em um hospital pediátrico.
Material e métodos: foi realizado um estudo observacional descritivo retrospectivo. O período considerado foi de 01/04/2020 a 30/04/2021. Participaram todas as crianças e adolescentes com menos de 16 anos de idade com diagnóstico da infecção por SARS-CoV-2 COVID-19 por teste de PCR assistidas no Centro de Infectologia Hospitalar (CIH) e Unidade de Epidemiologia e Infectologia Pediátrica. O Teste PCR foi realizado para SARS-CoV-2 para todos os usuários hospitalizados, para aqueles incluídos na vigilância de SARI, conforme definido para o caso, e para crianças e adolescentes com internações prolongadas a cada 10 dias. Fonte de dados: vigilância ativa estabelecida pelo CIH, prontuário, laboratório. Variáveis: sexo, idade, motivo do teste, comorbidade, contato, apresentação clínica, evolução, surtos hospitalares. Análise estatística: distribuição de frequência e medidas sumárias. Considerações éticas: anonimato durante todo o processo de análise e comunicação.
Resultados: no período considerado, foram realizados 10.645 testes de PCR. 53 casos foram identificados positivos, 7 (13,2%) corresponderam a 2020 (novembro e dezembro), 46 (86,8%) a 2021 (janeiro a abril), 30 (56,6%) eram do sexo feminino. Idade: 23 (43,4%) eram menores de 1 ano. Média 2,5 anos. 13 pacientes apresentavam comorbidades (24,5%). Em 30 casos (56,6%) o motivo do exame foi a presença de sintomas compatíveis, enquanto 22 (41,5%) foram assintomáticos. Em 40 casos (75%) o contato foi identificado como fonte de contágio. 39 casos permaneceram internados, 5 foram internados na UTI. 14 casos foram atendidos ambulatorialmente. Nenhum morreu. Um único caso foi causado por transmissão hospitalar envolvendo a três usuários neste período, ele foi controlado rapidamente. Não foram encontradas infecções de usuários para profissionais de saúde no período considerado.
Conclusões: as estratégias de vigilância e controle hospitalares permitiram identificar casos de COVID-19 em tempo hábil e controle da transmissão. Os casos cresceram exponencialmente de acordo com a situação epidemiológica nacional no período considerado.

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