Revista Oficial da Sociedade Uruguaia de Pediatria (SUP) e recebe para publicação trabalhos relacionados à criança e seu meio ambiente.
Malária importada em crianças
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Palavras-chave

Malária
Plasmodium falciparum
Doenças transmissíveis importadas
Criança

Como Citar

Umpiérrez, M. I., Notejane, M., Zabala, C., Malán, K., Barrios, P., Giachetto, G., … Fernández, N. (2021). Malária importada em crianças: o primeiro caso no Uruguai. Archivos De Pediatría Del Uruguay, 92(1), e302. https://doi.org/10.31134/ap.92.1.7

Resumo

A malária é um problema de saúde global. Embora no Uruguai existam exemplares do gênero Anopheles, as espécies mais frequentemente descritas não transmitem a doença. Relatamos o primeiro caso de uma menina com malária importada não complicada por Plasmodium falciparum. O objetivo é sensibilizar o pediatra sobre uma doença reemergente e analisar sua abordagem diagnóstica e terapêutica.

Caso clínico: menina saudável de 8 anos, procedente de Bolívar (Venezuela) que tinha morado no Uruguai por 15 dias. 5 dias antes da internação começa a ter febre de 41°C, rinorreia, tosse seca e vômitos ocasionais nas 24 horas anteriores à internação. Anorexia e astenia acentuada. Sem lesões cutâneas, dores de cabeça ou artromialgia. Exame físico: astenia, tremor febril, dor abdominal difusa e hepatoesplenomegalia. Estudos complementares: anemia, plaquetopenia, elevação dos reagentes de fase aguda e gama glutamil transferase. Ultrassonografia abdominal: hepatoesplenomegalia moderada. Estudo parasitológico do sangue periférico: trofozoítos por Plasmodium falciparum, parasitemia inferior a 10%. Administramos artemeter-lumefantrina por 3 dias, seguida de primaquina por 14 dias, com boa evolução.

Conclusões: devemos considerar a malária em crianças procedentes de áreas endêmicas e com quadro febril agudo, acompanhado de tremores, astenia e hepatoesplenomegalia. O exame do esfregaço e de gota espessa quando feito pelo parasitologista vai confirmar o diagnóstico e definir a abordagem terapêutica. É importante realizar diagnóstico precoce e identificar os sinais de malária para diminuir o risco de mortalidade. O tratamento será administrado de acordo com a espécie envolvida e com o risco de resistência aos antimaláricos.

https://doi.org/10.31134/ap.92.1.7
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Copyright (c) 2021 María Inés Umpiérrez, Martín Notejane, Cristina Zabala, Karina Malán, Patricia Barrios, Gustavo Giachetto, Álvaro Galiana, Nora Fernández

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