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Anomalias congênitas frequentes no Uruguai entre 2011-2014
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Palavras-chave

Anormalidades congénitas; Determinação de necessidades de cuidados de saúde; Cardiopatias congénitas; Síndrome de Down; Defeitos do tubo neural; Uruguai

Como Citar

Larrandaburu, M., Vieira, M. T., Luiz, F., Nacul, L., & Schuler, L. (2022). Anomalias congênitas frequentes no Uruguai entre 2011-2014: importância de um registro para avaliação das necessidades de saúde. Archivos De Pediatría Del Uruguay, 93(1), e202. https://doi.org/10.31134/ap.93.1.12

Resumo

Introdução: as anomalias congênitas (AC) são um problema de saúde pública com impacto na infância, na mortalidade infantil (MI) e na deficiência. No Uruguai, assim como em outros países desenvolvidos as AC e prematuridade são as principais causas de MI.

Objetivos: analisar as anomalias mais frequentes no país, entre 2011-2014 e avaliar os fatores de risco.

Material e métodos: os dados foram obtidos do Registro Nacional de Defeitos Congênitos e Doenças Raras e estatísticas vitais do Ministério da Saúde Pública. Resultados: determinou-se que praticamente a metade dos casos eram: cardiopatias congênitas, Síndrome de Down e Defeitos do tubo neural (anencefalia, encefalocele e mielomeningocele), representando 0,42% (812/191.820) e 2,85% (38/1334) de nascidos vivos-NV e natimortos, respectivamente. As prevalências por 10.000 NV e natimortos foram: 38,52 e 149,93 para Cardiopatia Congênita; 3,6 e 7,5 para Síndrome de Down; 2,1 e 127,4 para defeitos do tubo neural. A idade materna avançada foi o principal fator de risco para a síndrome de Down. Os fatores de risco observados nas três anomalias selecionadas foram: prematuridade, depressão neonatal e baixo peso ao nascer.

Conclusões: as anomalias congênitas em geral e as selecionadas neste estudo em particular, constituem causa relevante de morbimortalidade no período neonatal e infantil, possível de ser prevenida. O diagnóstico precoce é fundamental para o planejamento de serviços de saúde especializados. Os resultados aqui apresentados podem ser usados como base para medir o impacto das ações de saúde realizadas a nível nacional.

https://doi.org/10.31134/ap.93.1.12
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Copyright (c) 2025 Mariela Larrandaburu, María Teresa Vieira, Fernanda Luiz, Luis Nacul, Lavinia Schuler

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